Regressão, Vidas Passadas e Reencarnação

Diferentes Interpretações

 

Introdução

O conceito de Reencarnação está impregnado de fé e misticismo. Mas a multiplicação de relatos impressionantes de lembranças e marcas de supostas vidas passadas atrai cada vez mais o interesse da ciência. Resultados conclusivos não há, mas eles são no mínimo intrigantes, especialmente antes da diversidade de constatações relativas ao funcionamento da mente humana e potencialidades paranormais, próprias do Sistema Grisa e das novas constatações da neurobiologia, neurociência, física-quântica e possibilidades da genética.

 

Reencarnação

Desde que o ser humano passou a acreditar no sobrenatural, surgiu também à crença de que os seres humanos, de algum modo, continuam a existir após a morte de seu corpo. E muitas são as idéias sobre como as pessoas continuam a existir depois que seu corpo retornar ao pó que ele é em essência.

Conceituação:

Teoria da Reencarnação ou doutrina do retorno do espírito à vida terrena, renascimento (palavra mais antiga e universal para designar essa doutrina);

A palavra reencarnação surge na metade do século XIX, do inglês, reincarnation, que é um termo mais coerente com a nossa cultura bíblica ou judaico-cristã. Reencarnação nada mais é do que encarnação.

Transmigração, quer dizer caminhar ou mover-se através de – migrar ao longo dos tempos, passando de um corpo para outro. Um espírito humano renascer em outro planeta.

A reencarnação consiste em nosso corpo ser um veículo biológico para o trânsito de nossa consciência na crosta deste planeta.

O homem é um imenso repertório cósmico de informação absorvidas de outras vivências.

No Oriente a Reencarnação é um ensinamento básico de todas as religiões lá praticadas, e cuja influência sempre se fez presente no pensamento judaico-cristão.

Na história do Cristianismo, as informações começam a ser manipuladas a partir do século IV, com o imperador Constantino. Antigas referências à reencarnação no Novo Testamento foram apagadas nos séculos IV por Constantino, quando o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano.

– Contudo, pergunto eu, onde estão os manuscritos ou documentos impressos que comprovem efetivamente essa questão? Ou são textos tão imaginários, como os supostos alicerces de outras tantas hipóteses?

Aparentemente, o imperador sentia que o conceito de reencarnação ameaçava a estabilidade do Império. Cidadãos que acreditavam em outra chance de viver poderiam se tornar menos obedientes e submissos à lei do que os que acreditavam num único Juízo Final para todos.

No século VI, o Segundo Concílio de Constantinopla apoiou a lei de Constantino ao fazer, oficialmente, da reencarnação uma heresia. Tal como Constantino, a Igreja temia que a idéia de vidas anteriores enfraquecesse e solapasse seu poder crescente por proporcionar a seus seguidores um tempo maior em busca de salvação. Concordavam que a chibata do Juízo Final era necessária para garantir atitudes e comportamentos adequados.

Durante a mesma era cristã primitiva que abria o caminho para o Concílio de Constantinopla, outros padres da Igreja, como Orígenes, Clemente de Alexandria e São Jerônimo, aceitavam e acreditavam na reencarnação. Bem como os gnósticos, movimento tido como herético. Até o século XII, os cátaros cristãos da Itália e sul da França eram severamente punidos por sua crença na reencarnação. A repressão aos ensinamentos de vidas passadas tem sido mais política que espiritual.

 

Ressurreição e Reencarnação (Pensamento de José Reis Chaves)

Muitos acham que ressurreição e reencarnação são duas questões incompatíveis, o que é um grande equívoco. Para sintetizar de vez o assunto, devemos atentar para o fato que a ressurreição bíblica é chamada fase escatológica do homem ou no final dos tempos – final dos tempos, e não do mundo – enquanto que a reencarnação sempre aconteceu, acontece e acontecerá, antes da fase escatológica do homem, como uma espécie de ressurreição provisória, em preparação à ressurreição propriamente dita, ressurreição essa que não é só bíblica, mas universal, pois consta também das escrituras sagradas de outras grandes religiões.

Mas o que é ressurreição? É a libertação do espírito da matéria, isto é, do corpo mortal. Por isso ela é também a libertação da morte. Assim, enquanto o espírito ressurge em um corpo, ele continua a passar pela experiência da morte. Em outras palavras, o indivíduo renasceu, tem que morrer.

O espírito ao deixar o corpo levaria consigo, além de sua consciência, todas as suas experiências (evolução espiritual e moral, talento, instinto…) as quais se manifestariam em sua vida ou vidas futuras. Leva também seus méritos e deméritos.

– Isto só poderia ser possível, se a culpa fosse algo real e não apenas fruto de programação mental e uma questão sociológica.

A própria palavra ressurreição, no seu sentido teológico profundo e tradicional, significa reencarnação, pois consiste em o espírito voltar a ter novamente o seu corpo, ou seja, ele adentra novamente o seu corpo, a carne.

A reencarnação vem ganhando um número cada vez maior de novos adeptos no Ocidente. Hoje há cerca de dez vezes mais reencarnacionistas entre os cristãos ocidentais do que havia na década de 40.

Em Belo Horizonte, segundo pesquisa feita recentemente pelo Instituto Galup, 63% dos católicos são reencarnacionistas[1].

O contrário de morte não é vida, mas nascimento. As pessoas só ressuscitariam na fase escatológica, como nos ensinam a Bíblia e os primeiros cristãos: temos de nos purificar de nossos pecados ou carmas, que são muitos, antes de nossa ressurreição final. E esse ensinamento é universal, pois é de todas as escrituras sagradas.

Ao morrer o corpo de um espírito, ao invés de este ficar num sofrimento eterno (no sentido de interminável, conforme nos ensinou a teologia do passado, como se Deus fosse um sádico), Deus – que é amor e misericórdia e quer ver feliz esse seu filho – dá novas condições ao espírito para que prossiga sua caminhada em busca da felicidade eterna, para a qual o criou.

– Qual seria a diferença entre um Deus extremamente sádico e um Deus brandamente sádico? O qual faria as pessoas sofrerem profundamente, porém por um tempo limitado?

Deus permite-lhe o retorno a este mundo para que, por si mesmo, repare seus erros e encontre o caminho de volta do filho pródigo.

Segundo os ensinamentos teológicos cristão, nós (espíritos) fomos criados para a felicidade eterna, e a nossa vinda a este mundo tem muito a ver com isso.

 

O Céu

O céu é o contrário de inferno para os cristãos. Para outros troncos religiosos, também há essas duas divisões ou esses dois pólos opostos, que existem em quase tudo na natureza.

– Convém observar que “pólos opostos não existem, são sempre pólos complementares”.

Mas enquanto que para os cristãos esses dois termos dão a idéia de dois locais nos quais, quem entra deles jamais sairá, em outras religiões não é assim. Para as religiões orientais, por exemplo, o tempo tem ciclos, que por mais longos que sejam, chegam um dia ao seu fim. Por outro lado, as religiões não cristãs admitem um estado de espírito de felicidade ou de tristeza, e não propriamente um local de felicidade e de tristeza. Nos meios mais adiantados ou esotéricos do cristianismo, de algumas décadas para cá, passou-se também a aceitar esse pensamento de ser o céu e o inferno um estado de alma e não propriamente local de felicidade ou de tristeza. Porém, ainda restam dúvidas com relação à duração de tais estados de alma; coisas que não existe nas outras religiões, principalmente porque aceitam a reencarnação.

– E, para as pessoas que sofreriam, qual seria a diferença entre sofrer em espírito ou sofrer em determinado lugar?Ser Feliz num lugar ou ser Feliz em Espírito?

 

O PURGATÓRIO E O CARMA

Acreditamos que o purgatório católico e também de algumas outras agremiações cristãs seja produto do bom senso. Os teólogos começaram a perceber que Deus não é tão cruel assim, como pensavam.

Começaram eles a entender que o homem precisa ter novas chances para não interromper a sua caminhada de volta a Deus, de um modo irremediável. Receberam, sem dúvida, uma pontinha de influência da filosofia oriental, que sempre apresentou um Deus bondoso.

– Não concordo com o tal do “Deus bondoso”; pois, que diferença haveria entre um Deus sádico que condena alguém para sempre e um Deus que tortura as pessoas? Fazendo-as percorrem longos e tortuosos caminhos até voltar a ele, reencontrando a paz e a felicidade?Por que, um dia, Deus ou outra Divindade teria afastado o ser humano dele, só para cobrar dele um retorno?

A idéia da reencarnação oriental e de alguns cristãos sábios que professavam clandestinamente essa crença, tocou-os profundamente, mostrando-lhes que Deus não só pode, mas também quer fazer inventar todos os meios possíveis para que as pessoas cheguem a Ele o mais rápido possível. Tal doutrina os tocou e convenceu suficientemente para que pelo menos pusessem um paradeiro nas ameaças terríveis da desgraça eterna. E, embora afirmassem que o ingresso no Purgatório significava a garantia da salvação, passaram na realidade a aceitar uma espécie de reencarnação para que as pessoas pudessem queimar o seu carma, só que tudo no outro mundo, e não nesse como ensinavam os orientais. Urgia que fosse diferente deles!

O Cristianismo pós-Constantino, sempre abominou todas as formas religiosas da Antiguidade, as quais denominava pagãs e não admitia que encerrassem qualquer tipo de verdade.

– Esta é a igreja de Constantino, o qual coloca o cristianismo a serviço do Império Romano; jamais tendo sido o imperador convertido e, sim, o imperador que logrou os cristãos, salvando seu império.

Carma e purgatório, repetimos, são a mesma coisa, apesar da variação por que passa o purgatório da Igreja, com relação ao local em que acontecem as purificações da chamada lei de causa e efeito. E ambos acontecem sempre depois de uma encarnação. Uma frase de santo Agostinho merece ser destacada: “Este mundo é um mundo de construção da alma”.

– Quanto Tempo duraria a construção dessa Alma?

 

Reencarnacionismo e a Doutrina Atual acerca da Escatologia

Não é de todo desconhecida a dificuldade que a teologia católica depara ao argumentar contra as principais afirmações espíritas. Isso porque ambos, a tradição teológica comum e o espiritismo se movem, no fundo, respeitadas as diferenças existentes, dentro da mesma compreensão antropológica. Ambos afirmam a morte como separação do corpo e da alma.

O espírito desencarnado e, por sua própria natureza, tende a unir-se à matéria. Para a teologia clássica, a reassunção da matéria corporal se verifica na consumação dos tempos, com a ressurreição universal dos mortos. Para os espíritas, isso se verifica, na história: a alma, para se purificar, assume na terra ou nos astros outras existências corporais, até purgar-se totalmente e viver com Deus.

Ambos, teologia clássica e espiritismo, afirmam o purgatório como um processo mais ou menos longo, no qual as almas se limpam de suas faltas até entrarem na visão beatífica. A teologia colocava tal processo acrisolador no após–morte. Os espíritas o situam dentro da vida em sucessivas encarnações. Para ambos, portanto, é comum a idéia de uma purificação que dura e se prolonga.

Parece-nos que a doutrina da Escatologia, como está sendo elaborada pela teologia católica recente, se presta a uma resposta mais convincente do que aquela dada tradicionalmente. Isso porque os pressupostos sobre os quais o espiritismo se baseia são fundamentalmente questionados.

 

O Inferno

Tudo o que imaginamos sobre o céu é o contrário do que o inferno. Estados de céus e infernos que existem estão, também, dentro de nós.

A Própria pessoa é o inferno ou o céu.

Sempre se falou mais do inferno do que do céu, isso porque o inferno nos amedronta. As pessoas não se impressionam tanto com a felicidade, como se impressionam com a desgraça. Isso é fruto de os teólogos terem feito do poder de Deus um poder para destruir e aniquilar as pessoas que pecam, pois tinham uma idéia antropomórfica de Deus.

 

O V Concílio Ecumênico de Constantinopla II (553)

O imperador Justiniano, era um teólogo que queria saber mais teologia do que o papa. Sua mulher, a imperatriz Teodora, foi uma cortesã e se imiscuía nos assuntos do governo do seu marido, e até nos de teologia.

Contam alguns autores que, por ter sido ela uma prostituta, isso era motivo de muito orgulho por parte das suas ex-colegas. Ela sentia, por sua vez, uma grande revolta contra o fato de suas ex-colegas ficarem decantando tal honra, que, para Teodora, se constituía em desonra.

Para acabar com esta história, mandou eliminar todas as prostitutas da região de Constantinopla – cerca de quinhentas.

Como o povo naquela época era reencarnacionista, apesar de ser em sua maioria cristão, passou a chamá-la de assassina, e a dizer que deveria ser assassinada, em vidas futuras, quinhentas vezes; que era seu carma por ter mandado assassinar as suas ex-colegas prostitutas.

O acerto é que Teodora passou a odiar a doutrina da reencarnação. Como mandava e desmandava em meio mundo através de seu marido, resolveu partir para uma perseguição, sem tréguas contra essa doutrina e contra os seus defensores entre os cristãos.

Justiniano era um fanático. Chegou a dar um ultimato aos seus súditos, para que escolhessem entre o batismo e a morte. Depois desse concílio, determinou uma perseguição em massa contra os reencarnacionistas. E, só no Oriente Médio, foram mortas mais de um milhão de pessoas adeptas da reencarnação.

– Quando se observará a distinção clara entre um ser humano efetivamente racional e um ser orientado pelo emocional?

 

Vidas Passadas

O Dr. Brian Weiss, psiquiatra e neurologista de renome, formado pela Columbia University, com uma série de títulos universitários, membro das mais importantes associações científicas norte-americanas e, ainda, autor de trabalhos médicos, alguns dos quais premiados, e da mais alta relevância, em seu livro, “Muitas Vidas, Muitos Mestres”, declara como foi difícil tomar a decisão de escrever sobre vidas passadas, um assunto que parece completamente fora do que comumente é considerado aceitável, dentro dos conhecidos cânones da psiquiatria corrente. Isto requer uma coragem que muitos cientistas não têm, porque o medo de ser criticado e mesmo ridicularizado trava a decisão de enfrentar o paradigma científico vigente.

Lívio Túlio Pincherle, médico psicoterapeuta, comenta que: “… qualquer psiquiatra de certa experiência já se defrontou com fenômenos assim chamados parapsicológicos, mas, ou não quis tomá-los em consideração ou, se o fenômeno não pôde ser negado, limitou-se a relatá-lo para os “íntimos” como curiosidade sem explicação, por causa da grande dificuldade de enfrentar seu paradigma normativo”.

Todavia o progresso da humanidade costuma dar-se quando um desses paradigmas é desmantelado por novas evidências, que criam novas hipóteses e evidentemente novos paradigmas. É a eterna luta revolucionária contra o establishment.

No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia tem rejeitado formalmente, sem conhecer, a terapia de regressão a vidas passadas, por achar que não se trata de matéria cientificamente comprovada, como se alguma forma de psicoterapia o fosse. Também acredita que a hipótese reencarnatória seria apenas uma crença religiosa. Não interessa que, da profundidade da mente de grande parte das pessoas, surjam “estranhas memórias” de outras existências, mesmo em indivíduos não religiosos nem místicos. Tais “fantasias” deveriam então ser desprezadas ou consideradas meras alucinações, mesmo nos casos em que tais relatos tenham sido confirmados.

– Confirmado como e por quem?

 

A Doutrina da Reencarnação e o Problema do Mal no Mundo

A doutrina da reencarnação é aventada para explicar um outro mistério da condição humana: a existência do mal. “Toda falta cometida – ensina Allan Kardec – todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não o for em uma existência, se-lo-á na seguinte ou nas seguintes… (O céu e o inferno, pp.88-90)”. Assim, quando homens nascem aleijados, com más tendências, aloucados ou abobalhados é porque são condenados a sofrer castigados por pecados de existências anteriores. Fala-se até na lei do Carma que exige férrea automática punição de todos os males perpetrados.

“A doutrina da reencarnação sofre de uma profunda indigência antropológica”.

Não toma o homem a sério em suas decisões. O homem é um ser que, graças a seu livre arbítrio, pode dizer não a Deus. Não apenas pode, mas sustenta sua decisão e com isso cria existências absurdas. Ele é responsável, isto é, responde por sua vida. Os reencarnacionistas não valorizam suficientemente essa existência, nem a dignidade do homem de poder abrir-se ou fechar-se ao Ministério e assim ser criador de uma história. Ele não é um marionete no palco de Deus. Pode ser até um concorrente de Deus. Nisso reside sua dignidade e sua sacralidade invioláveis.

Os males provêm desta liberdade abusada do homem. (Kloppenburg, A reencarnação, exposição e crítica, 111).

Ademais, por que deveríamos ser castigados por males dos quais não temos a mínima lembrança de os havermos cometido? Já um antigo sábio, Enéias Gazaeus, argumentava: “Eu, quando tenho de castigar meu filho ou meu servo… começo por admoestá-los a fim de se lembrarem bem para o futuro e assim poderem evitar o recair no mesmo erro. Não deveria Deus, quando envia as terríveis punições, instruir aqueles que as sofrem acerca do motivo desses castigos? Poderia ele tira-nos de todo a recordação de nossos crimes? Que proveito se há de esperar da punição se ninguém nos mostra qual foi nossa culpa? Em verdade, semelhante castigo vai contra o que pretende: irrita e leva à revolta”.

A lei do Carma envolve absurdidades que certamente os reencarnacionistas não subscreveriam: “Quanto um homem mau persegue o seu semelhante, quando um ladrão furta, quando o capanga mata, é sempre instrumento da justiça divina… O próximo o mereceu de outras encarnações… Quando uma amigo atraiçoa o outro, rouba-o, deixa-o na miséria, devia ser abraçado por este com lágrimas de gratidão. Não lhe podia fazer um bem maior… Estava escrito. Ele o tinha merecido em outra encarnação” (Kloppenburg, A reencarnação, exposição e crítica, 117).

Estes “porquês”, sem sombra de dúvidas, são paradigmas que pautam nossas vidas. E é bom que se diga que não precisamos esperar a próxima encarnação para que, corajosa e despretensiosamente, estudemos o tema, sem medo de estarmos cometendo uma heresia.

 

Considerações Finais

– A Filosofia existencialista influenciou a Psicologia e a Sociologia…

– O ser humano atribui ao sobrenatural àquilo que não compreende.

– Casos atribuídos às vidas passadas, foram solucionados a partir da compreensão da vida intra-uterina, processo de nascimento e infância.

– Doenças hereditárias, imagens de homem e de mulher que vem de geração em geração.

– Jung apresenta a idéia de arquétipos.

– Memória celular.

– “Se não há culpado, então não há Vidas Passadas” – P. Grisa

“A maior de todas as ignorâncias é rejeitar uma coisa sobre a qual você nada conhece”

( H. Jackson Brown)

 

Observações:

1- O texto acima foi elaborado por Henrique Dalló Pagnoncelli.

2 – Os Parágrafos em itálico inseridos no texto de Pagnoncelli são de minha autoria, Pedro A. Grisa.

3 – Pagnoncelli já faz referência ao novo paradigma proposto pelo Sistema Grisa: “Se não há culpa, não há Vidas Passadas”.

O novo paradigma proposto pelo Sistema Grisa fundamenta-se em novas constatações, Leis e Princípios:

→ o Criador do Universo em hipótese alguma pode ser considerado justiceiro, tirano ou sádico;

→ a constatação de que o Ser Humano é UM; porém funciona como DOIS, com todas as conseqüências decorrentes, detalhada em diferentes obras, acaba definitivamente com a idéia de um Deus atrapalhado, um Ser Humano culpado e que merece castigo;

→ As idéias de Culpa e Perdão, Pecado e Castigo, Inferno e Reencarnação, todas tornam-se Arcaicas; pois, são ilógicas e insustentáveis em si mesmas.

Exemplo de tais absurdos são as afirmações:

– “Tudo é relativo”. Se Tudo é relativo, também é relativa a afirmação de que Tudo é Relativo; portanto, essa afirmação se nega a si mesmo, é absurda em sua própria formulação.

Ela não vale coisa alguma!

– “Verdade absoluta não existe”. Esta afirmação é tão absurda, em si mesmo, quanto a anterior.

Sim, pois, “se verdade absoluta não existe; também não existe a verdade absoluta de que a verdade absoluta não existe”.

Todas as questões acima são aprofundadas e clareadas pelo texto seguinte:

 

Regressão a Vidas Passadas

Para que isso seja uma realidade objetiva e não tão-somente realidade subjetiva, alicerçada em Crença Religiosa, Filosófica, Mística ou Científica, deveria estar comprovada a Reencarnação, como realidade objetiva e cientificamente comprovada, não só por reencarnacionistas – adeptos de doutrinas que tem na reencarnação um de seus princípios doutrinários – ou por reencarnacionistas de aceitação passiva e pacífica, mas que fossem a Reencarnação comprovada por cientistas absolutamente livres e imparciais.

Já houve um tempo em que estive praticamente convicto da realidade objetiva da reencarnação, todavia, hoje não percebo um rol suficiente de argumentos e provas a favor ou contra a reencarnação.

Como cientista independente, posso afirmar que não tenho certeza de vidas passadas, integrando a existência da mesma pessoa; também não percebo sua importância fundamental para o desenvolvimento de todo o processo terapêutico.

Como já me dediquei intensamente e durante um tempo relativamente longo, aproximadamente 25 anos, na análise e estudo da possível reencarnação; posso afirmar que muitos argumentos que eram considerados provas indiscutíveis da mesma, tanto em decorrência de eventos relacionados a mediunidade quanto em lembranças obtidas por transe hipnótico, pude constatar que sempre são verdades subjetivas; porém, a outras maneiras destas informações estarem presentes na memória da pessoa:

• Memória de um evento onírico, subjetivamente equivale a memória de um fato real e possui todas as características de um acontecimento ocorrido em vida da pessoa.

• Experiência de um evento de bilocação de consciência, viagem astral, evento classificado como sendo de Projeciologia…

• Memória de um devaneio vivenciado com imaginação clara, forte emoção e importante motivo de sugestionabilidade, cabe lembrar que uma mentira bem contada, imaginada e emocionalmente importante é tão real que “o mentiroso acredita na própria mentira”.

• Qualquer evento que a pessoa em qualquer faixa etária tenha vivenciado em estado de transe, como uma criança apavorada, um adulto enraivecido, desesperado, intensamente apaixonado ou sob forte influência alcoólica… Todas essas experiências, vivenciadas como se a pessoa estivesse fora de si ou fora da realidade objetiva, programa-se no subconsciente, registra-se na memória da pessoa como fato real e verdadeiro, sem data precisa; porém, em decorrência de verdades subjetivas presentes no subconsciente, esses fatos poderão ser datados de acordo com as mais diferentes crenças presentes no subconsciente.

O que fica evidente é a influência matemática das programações herdadas dos antepassados mais recentes ou imediatos, pais, avós, bisavós…

Portanto, a vida dos antepassados é determinante, tanto na definição de características de Personalidade, quanto na manifestação de potencialidades e talentos, bem como de inseguranças, bloqueios, traumas e conflitos ou outros distúrbios.

A Hipnose, facilitando o desencadear do Processo de Regressão de Memória, pode auxiliar e acelerar o Processo de Compreensão, visando a Reprogramação do Subconsciente.

Regressão de idade, somente ocorre efetivamente, como fenômeno patológico, quando a pessoa – dominada por profunda depressão – teme e nega-se a prosseguir em direção ao futuro, voltando ao passado, vivenciando forte amnésia em relação à determinada faixa etária. Por exemplo: uma adolescente de 17-dezessete anos passa a reagir e a comportar-se como se tivesse apenas 10-dez anos, ignorando tudo o que viveu após esta data.

A Regressão de Idade sempre é patológica, manifestação de grave depressão e a pessoa pode vivenciar regressão até o período fetal.

 

Referências Bibliográficas:

BOFF, Leonardo. Vida Para Além da Morte. Vozes: Petrópolis, 7a. ed. 1982. p. 161-169.

CHAVES, José Regis.A reencarnação. Segundo a Bíblia e a Ciência. Editora Martin Claret. 3ªed. revisada, 1998.

O Mundo do Paranormal – Parapsicologia Explicativa. Ed. Três; São Paulo, 1987, p.234-237.

WEISS, Brian L. A Cura Através da Terapia de Vidas Passadas. Salamandra: Rio de Janeiro, 1996.

WEISS, Brian L. Muitas Vidas, Muitos Mestres. Tradução Talita M. Rodrigues. Salamandra: Rio de janeiro, 1991.

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[1] Jornal OPINIÃO da Arq udiocese de Belo Horizonte, 8/6/94, encarte com noticiário do “Projeto Construir a Esperança”, fundado pelo Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo.

 

Extraído de http://www.ipappi.com.br