Estudando o Cérebro – Compreendendo a Mente

(PROF. DR. ARY GUILHERME FERREIRA)

 

INTRODUÇÃO

Os seres vivos, mesmo os mais primitivos, devem continuamente se ajustar ao meio ambiente para sobreviverem. O meio interno está em permanente interação com o meio externo. A constância dinâmica do meio interno chama-se homeóstase. O sistema nervoso entre outras estruturas existentes nos seres vivos é o principal responsável pelo homeóstase.

A natureza em aproximadamente 750 milhões de anos selecionou estruturas especializadas na recepção de informação, integração e execução motora para controlar funções internas e externas dos organismos vivos. Essa estrutura é o sistema nervoso, o cérebro, que vai aumentando o grau de complexidade com a evolução das espécies. O ser humano apresenta o maior índice de encefalização entre todos os animais terrestres.

O cérebro humano é, basicamente, formado por 100 bilhões de neurônios e encarregado de receber as informações enviadas pelos órgãos do sentido (visão, olfato, paladar, audição e tato). Ele processa a informação e despacha a resposta (locomoção, secreção de glândulas, batimentos cardíacos, etc.)

Entre as áreas de processamento de informação sensorial e as áreas motoras do córtex cerebral encontra-se a área de integração. Esta, muito complexa, é que gera o produto final, de interesse da Parapsicologia Clínica do Sistema Grisa, que é a mente.

A mente humana surge exatamente quando esta complexidade na área de integração exige ações complexas sujeitas ao raciocínio, à emoção, à motivação, ao aprendizado e aos valores.

O Sistema nervoso do ser humano é formado, como vimos, por neurônios. Cada neurônio se liga ao outro por meio das sinapses para transmitir a informação recebida.

Segundo Del Nero cada neurônio, nesse processo, conversa com dez a cem mil outros. Isso significa que o sistema nervoso humano tem 100 bilhões de unidades processadoras (neurônios) conversando por meio de alguns trilhões de conexões (sinapses). Quanto mais neurônios a natureza foi colocando no ser vivo tanto mais complexidade foi obtendo.

A natureza evoluiu do sistema nervoso primitivo dos celenterados, das planárias, anelídeos, répteis, aves até atingir o clímax no sistema nervoso humano que pensa, avalia, decide, ensina. O cérebro é especial porque, até o momento, é o único meio que codifica informação física tornando-a mental. A mente objeto se confina no cérebro, mas a mente processo está ali e também em toda parte. A mente não é apenas propriedade do cérebro, podendo ser replicada em máquinas. Todavia o pensamento, como afirma a ciência cognitiva, é uma propriedade exclusiva do cérebro humano. A mente não se reduz ao pensamento, sendo na verdade pensamento e algumas funções a mais. De outro modo, durante as aulas, vamos mostrar quando a noção de patologia mental é cerebral e quando é de comunicação e de processos abstratos de codificação e manipulação de entidades.

No presente trabalho, em dois capítulos, enfocaremos um estudo detalhado do sistema nervoso e seu produto final, a mente.

 

1- Estudando o cérebro

Qualquer pessoa que já teve a oportunidade de usar um computador tem diante de si: um monitor, um gabinete, onde há uma placa mãe, um processador central, um disco rígido, memórias, e um modem, que liga o computador à linha telefônica. Há, portanto, os seguintes níveis: o físico da placa (hardware), o do programa (software) e o monitor que reflete o resultado do programa. Por vezes, é o software que tem um defeito e precisa ser reescrito. Por vezes, é o hardware que apresenta falhas e precisa ter um circuito consertado ou substituído. No caso do cérebro, se o problema for no software (mente) será preciso ser analisado para se descobrir o que está alterado, faltando ou entrando em conflito. Este é o papel típico do parapsicólogo clinico do Sistema Grisa. Se o problema for na placa (hardware, cérebro) o único jeito de soluciona-lo será agindo diretamente sobre ela. Nesse caso temos que usar procedimentos que interajam com o meio físico como: remédios, radioterapia e neurocirurgia.

Vamos abrir nosso cérebro (hardware) e tomar conhecimento de alguns de seus circuitos, investigar departamentos concretos e departamentos virtuais.

 

2 – Compreendendo a mente.

Como futuros Parapsicólogos Clínicos se faz necessário, segundo meu ponto de vista, entendermos alguns detalhes da fisiologia do Sistema Nervoso para podermos usar com mais convicção a imaginação, a repetição e a compreensão como técnicas de programação e reprogramação da mente.

O que trafega pelo neurônio é corrente elétrica (como é corrente elétrica o que transita no computador e se traduz na tela por palavras ou imagens). Essa corrente elétrica – sob a forma de sinal elétrico codificado – é muito baixa, mas o suficiente para funcionar como transportadora de informação. Essa corrente elétrica chama-se potencial de ação. O potencial de ação é do tipo tudo ou nada e de uma única intensidade. Para a informação passar do neurônio 1, 2 e 3 para o dendrito do neurônio 4 deve ter um limiar, isto é, ele tem que ser igual ou maior que um certo valor para passar (abrir a porta) a informação para o próximo neurônio.

Em linguagem de informática temos 0 (zero) porta fechada, 1 (um) porta aberta ou seja um código digital. Quando existem inúmeras possibilidades, como mais aberta, mais fechada, fechada, aberta, etc, dizemos que o modelo é analógico.
Isto é possível no corpo celular do neurônio onde são disparados potenciais de ação (intensidade igual ou superior à necessária para abrir a porta do neurônio seguinte) com intervalos diferentes. Como ficou claro isto resolve o problema do analógico e do digital.

A corrente que carrega a informação no Sistema Nervoso caminha, assim, dos vários dendritos até o corpo celular onde ocorre a decisão (integração). Depois a corrente transforma-se no potencial de ação. Embora este seja “tudo ou nada” (digital) o caráter múltiplo (analógico) da informação é mantido graças às diferentes freqüências (intervalos) entre os potenciais de ação.

Desse modo aprendemos que a informação no cérebro não é feita de imagens, palavras e emoções. Toda ela é codificada sob a forma de correntes elétricas que variam segundo seus locais de origem e freqüências quando chegam às sinapses.

Mas a complexidade não termina aí porque, como vemos na figura número 8, a informação sob a forma de corrente chega ao final do neurônio 1 e libera o neurotransmissor, que “carrega” a informação até o receptor (fechadura) do neurônio 2.

Desse modo o sinal elétrico chega ao final do axônio, transformando-se em sinal químico (por meio de um representante que é o neurotransmissor-carregador). Pode, assim, atingir o dendrito do neurônio seguinte, onde ocorre novamente a transformação do sinal químico em sinal elétrico e a informação segue adiante.

Estruturalmente os neurotransmissores são constituídos de peptídeos- complexas cadeias de aminoácidos. Hoje já foram identificados mais de duzentos neurotransmissores como: adrenalina, acetilcolina, serotonina, dopamina, endorfinas, etc.

Quando o neurotransmissor se liga ao receptor do neurônio 2, coloca em marcha uma série de processos dentro do neurônio. Ativam-se mensageiros que executam dois tipos de trabalhos:

1) Ordenar que se abram os canais para que ocorra a troca de cargas (condição para que surja a corrente);

2) Ir até o núcleo celular, ativando uma parte dos genes (estruturas celulares que comandam toda a máquina de produção de proteínas do corpo), para formar novos receptores da parede do neurônio.

O aprendizado no ser humano se dá graças à modificação nos receptores (forma e quantidade), possibilitando o reforço de algumas conexões entre neurônios. À medida que passam informações por uma sinapse, vão se modificando o número de receptores e suas afinidades (forma da fechadura).

Este modo de operação, isto é, o reforço de uma ligação entre dois neurônios (sinapse) através da alteração do funcionamento do gene é que regula a forma e quantidade de receptores na sinapse. Sendo o responsável pelos condicionamentos, pelas patologias psíquicas, pelas aversões, pelas fobias, por esquecimento de fatos traumáticos, etc. O mecanismo é mais complicado, mas o princípio está suficientemente calcado na possibilidade de mudança na força que uma sinapse tem de ligar um neurônio ao outro. As experiências sensoriais ou imaginárias podem deixar marcas indeléveis no gene no interior do neurônio que através dos mensageiros facilitarão ou dificultarão a abertura da fechadura para a passagem do sinal codificado, portador da mensagem agradável ou desagradável.

Os Parapsicólogos, usando as técnicas da imaginação, repetição e compreensão modificam as aberturas do neurônio programando e reprogramando o paciente.

Outra descoberta importante é que existem receptores para neurotransmissores nas células brancas do sangue como os monócitos, receptores nas células do fígado, rins, pele, etc.

Del Nero compara o cérebro humano a uma grande Empresa formada de departamentos concretos (divisórias anatômicas, respostas digitais sim ou não), e o lento aparecimento de um departamento virtual (comitê) chamado mente, baseado no processamento analógico do talvez. O departamento virtual recruta membros dos departamentos tradicionais para desempenhar transitoriamente funções em departamentos virtuais, comitês e assembléias. Por exemplo: diante de um tigre uma resposta puramente digital seria fugir ou lutar. Com o surgimento do talvez (resposta analógica) pode-se decidir, fujo, luto ou exploro.

Onde ficam os departamentos virtuais?
Em toda parte e em parte alguma, por que se constituem em elementos da Empresa e dos seus departamentos físicos que são remanejados temporariamente ou às vezes permanentemente.

A mente não surgiu apenas porque o sim/não virou talvez. Surgiu também graças a outros elementos: linguagem, acréscimo neural, particularmente nas regiões corticais e formação de sociedades humanas. Neste momento, não podemos deixar de enfatizar o que ensina o Sistema Grisa: a importância da civilização da carência e da abundância na estruturação das personalidades.

Olhando para o cérebro estático, vê-se uma face da moeda. Todas as formações anatômicas (diencéfalo, sistema límbico, tálamo, hipotálamo, lobo frontal, etc) que estudamos na primeira aula são departamentos concretos e ao mesmo tempo membros dos comitês. Coloque o cérebro para funcionar e, na dinâmica neuronal, na tempestade elétrica que codifica o mundo, surgirá, a cada instante de maneira nova, o comitê que faz surgir a inteligência, o pensamento, a emoção, a vontade e, no final, a consciência.

Podemos, desse modo, afirmar: pensar é praticar química cerebral, isto é, produzir os neurotransmissores e os mensageiros. Como dizia Sir John Ecles, premio Nobel- -As proezas da mente sobre a matéria realizada pelo cérebro é um caso real de TELECINESIA.

Na nossa conversa já falamos do hardware, do software resta-nos comentar o modem e seu análogo com a linguagem. Nascemos com um modem dentro do cérebro. Todos os animais se comunicam, todavia o nosso sistema é o mais sofisticado: linguagem escrita, falada, arte e ciência.

O modo como os vemos na tela da mente está comprometido com a história do ser humano e com o modo como enfrentamos o meio e a linguagem.

A mente, além da tela amigável, é um processo de codificação temporal e de recrutamento de comitês que se dá no cérebro de cada um de nós e que depende de nossa história, de nossos ancestrais, cultura, experiências desde a fecundação do óvulo.

Baseados na afirmação de Grisa: só se expressa no exterior o que já é no interior. Torna-se evidente que o Sistema de Parapsicologia Independente está estribado em postulados fisiológicos, neurológicos, biológicos e lingüísticos do século XXI.

Aprendendo a nos conhecer como afirmava Sócrates estaremos aptos a exercer com competência nossa profissão. Teremos sabedoria para responder à desafiante pergunta, quem somos?

No convívio diário com outros seres humanos, nos compreendendo, enchendo nossas mentes do amor ágape, nós alcançaremos a felicidade plena, o maior objetivo do Parapsicólogo. Meta instigante, mas um desafio realizável. Poderemos finalmente dizer, eu sou.

 

BIBLIOGRAFIA

Del Nero, Schutzer Henrique- O sítio da mente. Collegium Cognitio 2002

Deepak , Chopra . A cura quântica. Editora Best Seller. 1989.

Machado, Angelo. Neuroanatomia Funcional Editora Atheneu 1987.

Ramachandran, V.S. e Blakeslee,Sandra. Fantasmas no cérebro Editora Record 2002.

Greespan, Stanley. A Evolução da mente. Editora Record 1999.

Goleman, Daniel. Inteligência emocional. Editora Objetiva. 1995.

 

Extraído de http://www.ipappi.com.br

ESTUDANDO O CÉREBRO

COMPREENDENDO A MENTE

Introdução


Os seres vivos, mesmo os mais primitivos, devem continuamente se ajustar ao meio ambiente para sobreviverem. O meio interno está em permanente interação com o meio externo. A constância dinâmica do meio interno chama-se homeóstase. O sistema nervoso entre outras estruturas existentes nos seres vivos é o principal responsável pelo homeóstase.


A natureza em aproximadamente 750 milhões de anos selecionou estruturas especializadas na recepção de informação, integração e execução motora para controlar funções internas e externas dos organismos vivos. Essa estrutura é o sistema nervoso, o cérebro, que vai aumentando o grau de complexidade com a evolução das espécies. O ser humano apresenta o maior índice de encefalização entre todos os animais terrestres.

O cérebro humano é, basicamente, formado por 12 bilhões de neurônios e encarregado de receber as informações enviadas pelos órgãos do sentido (visão, olfato, paladar, audição e tato). Ele processa a informação e despacha a resposta (locomoção, secreção de glândulas, batimentos cardíacos, etc.)

Entre as áreas de processamento de informação sensorial e as áreas motoras do córtex cerebral encontra-se a área de integração. Esta, muito complexa, é que gera o produto final, de interesse da Parapsicologia Clínica do Sistema Grisa, que é a mente.

A mente humana surge exatamente quando esta complexidade na área de integração exige ações complexas sujeitas ao raciocínio, à emoção, à motivação, ao aprendizado e aos valores.

O Sistema nervoso do ser humano é formado, como vimos, por neurônios. Cada neurônio se liga ao outro por meio das sinapses para transmitir a informação recebida.

Segundo Del Nero cada neurônio, nesse processo, conversa com dez a cem mil outros. Isso significa que o sistema nervoso humano tem 12 bilhões de unidades processadoras (neurônios) conversando por meio de alguns trilhões de conexões (sinapses). Quanto mais neurônios a natureza foi colocando no ser vivo tanto mais complexidade foi obtendo.

A natureza evoluiu do sistema nervoso primitivo dos celenterados, das planárias, anelídeos, répteis, aves até atingir o clímax no sistema nervoso humano que pensa, avalia, decide, ensina. O cérebro é especial porque, até o momento, é o único meio que codifica informação física tornando-a mental. A mente objeto se confina no cérebro, mas a mente processo está ali e também em toda parte. A mente não é apenas propriedade do cérebro, podendo ser replicada em máquinas. Todavia o pensamento, como afirma a ciência cognitiva, é uma propriedade exclusiva do cérebro humano. A mente não se reduz ao pensamento, sendo na verdade pensamento e algumas funções a mais. De outro modo, durante as aulas, vamos mostrar quando a noção de patologia mental é cerebral e quando é de comunicação e de processos abstratos de codificação e manipulação de entidades.

No presente trabalho, em dois capítulos, enfocaremos um estudo detalhado do sistema nervoso e seu produto final, a mente.

1- Estudando o cérebro

Qualquer pessoa que já teve a oportunidade de usar um computador tem diante de si: um monitor, um gabinete, onde há uma placa mãe, um processador central, um disco rígido, memórias, e um modem, que liga o computador à linha telefônica. Há, portanto, os seguintes níveis: o físico da placa (hardware), o do programa (software) e o monitor que reflete o resultado do programa. Por vezes, é o software que tem um defeito e precisa ser reescrito. Por vezes, é o hardware que apresenta falhas e precisa ter um circuito consertado ou substituído. No caso do cérebro, se o problema for no software (mente) será preciso ser analisado para se descobrir o que está alterado, faltando ou entrando em conflito. Este é o papel típico do parapsicólogo clinico do Sistema Grisa. Se o problema for na placa (hardware, cérebro) o único jeito de soluciona-lo será agindo diretamente sobre ela. Nesse caso temos que usar procedimentos que interajam com o meio físico como: remédios, radioterapia e neurocirurgia.

Vamos abrir nosso cérebro (hardware) e tomar conhecimento de alguns de seus circuitos, investigar departamentos concretos e departamentos virtuais.

2 – Compreendendo a mente.

Como futuros Parapsicólogos Clínicos se faz necessário, segundo meu ponto de vista, entendermos alguns detalhes da fisiologia do Sistema Nervoso para podermos usar com mais convicção a imaginação, a repetição e a compreensão como técnicas de programação e reprogramação da mente.

O que trafega pelo neurônio é corrente elétrica (como é corrente elétrica o que transita no computador e se traduz na tela por palavras ou imagens). Essa corrente elétrica – sob a forma de sinal elétrico codificado – é muito baixa, mas o suficiente para funcionar como transportadora de informação. Essa corrente elétrica chama-se potencial de ação. O potencial de ação é do tipo tudo ou nada e de uma única intensidade. Para a informação passar do neurônio 1, 2 e 3 para o dendrito do neurônio 4 deve ter um limiar, isto é, ele tem que ser igual ou maior que um certo valor para passar (abrir a porta) a informação para o próximo neurônio.

Em linguagem de informática temos 0 (zero) porta fechada, 1 (um) porta aberta ou seja um código digital. Quando existem inúmeras possibilidades, como mais aberta, mais fechada, fechada, aberta, etc, dizemos que o modelo é analógico.
Isto é possível no corpo celular do neurônio onde são disparados potenciais de ação (intensidade igual ou superior à necessária para abrir a porta do neurônio seguinte) com intervalos diferentes. Como ficou claro isto resolve o problema do analógico e do digital.

A corrente que carrega a informação no Sistema Nervoso caminha, assim, dos vários dendritos até o corpo celular onde ocorre a decisão (integração). Depois a corrente transforma-se no potencial de ação. Embora este seja “tudo ou nada” (digital) o caráter múltiplo (analógico) da informação é mantido graças às diferentes freqüências (intervalos) entre os potenciais de ação.

Desse modo aprendemos que a informação no cérebro não é feita de imagens, palavras e emoções. Toda ela é codificada sob a forma de correntes elétricas que variam segundo seus locais de origem e freqüências quando chegam às sinapses.

Mas a complexidade não termina aí porque, como vemos na figura número 8, a informação sob a forma de corrente chega ao final do neurônio 1 e libera o neurotransmissor, que “carrega” a informação até o receptor (fechadura) do neurônio 2.

Desse modo o sinal elétrico chega ao final do axônio, transformando-se em sinal químico (por meio de um representante que é o neurotransmissor-carregador). Pode, assim, atingir o dendrito do neurônio seguinte, onde ocorre novamente a transformação do sinal químico em sinal elétrico e a informação segue adiante.

Estruturalmente os neurotransmissores são constituídos de peptídeos- complexas cadeias de aminoácidos. Hoje já foram identificados mais de duzentos neurotransmissores como: adrenalina, acetilcolina, serotonina, dopamina, endorfinas, etc.

Quando o neurotransmissor se liga ao receptor do neurônio 2, coloca em marcha uma série de processos dentro do neurônio. Ativam-se mensageiros que executam dois tipos de trabalhos:

1) Ordenar que se abram os canais para que ocorra a troca de cargas (condição para que surja a corrente);

2) Ir até o núcleo celular, ativando uma parte dos genes (estruturas celulares que comandam toda a máquina de produção de proteínas do corpo), para formar novos receptores da parede do neurônio.

O aprendizado no ser humano se dá graças à modificação nos receptores (forma e quantidade), possibilitando o reforço de algumas conexões entre neurônios. À medida que passam informações por uma sinapse, vão se modificando o número de receptores e suas afinidades (forma da fechadura).

Este modo de operação, isto é, o reforço de uma ligação entre dois neurônios (sinapse) através da alteração do funcionamento do gene é que regula a forma e quantidade de receptores na sinapse. Sendo o responsável pelos condicionamentos, pelas patologias psíquicas, pelas aversões, pelas fobias, por esquecimento de fatos traumáticos, etc. O mecanismo é mais complicado, mas o princípio está suficientemente calcado na possibilidade de mudança na força que uma sinapse tem de ligar um neurônio ao outro. As experiências sensoriais ou imaginárias podem deixar marcas indeléveis no gene no interior do neurônio que através dos mensageiros facilitarão ou dificultarão a abertura da fechadura para a passagem do sinal codificado, portador da mensagem agradável ou desagradável.

Os Parapsicólogos, usando as técnicas da imaginação, repetição e compreensão modificam as aberturas do neurônio programando e reprogramando o paciente.

Outra descoberta importante é que existem receptores para neurotransmissores nas células brancas do sangue como os monócitos, receptores nas células do fígado, rins, pele, etc.

Del Nero compara o cérebro humano a uma grande Empresa formada de departamentos concretos (divisórias anatômicas, respostas digitais sim ou não), e o lento aparecimento de um departamento virtual (comitê) chamado mente, baseado no processamento analógico do talvez. O departamento virtual recruta membros dos departamentos tradicionais para desempenhar transitoriamente funções em departamentos virtuais, comitês e assembléias. Por exemplo: diante de um tigre uma resposta puramente digital seria fugir ou lutar. Com o surgimento do talvez (resposta analógica) pode-se decidir, fujo, luto ou exploro.

Onde ficam os departamentos virtuais?
Em toda parte e em parte alguma, por que se constituem em elementos da Empresa e dos seus departamentos físicos que são remanejados temporariamente ou às vezes permanentemente.

A mente não surgiu apenas porque o sim/não virou talvez. Surgiu também graças a outros elementos: linguagem, acréscimo neural, particularmente nas regiões corticais e formação de sociedades humanas. Neste momento, não podemos deixar de enfatizar o que ensina o Sistema Grisa: a importância da civilização da carência e da abundância na estruturação das personalidades.

Olhando para o cérebro estático, vê-se uma face da moeda. Todas as formações anatômicas (diencéfalo, sistema límbico, tálamo, hipotálamo, lobo frontal, etc) que estudamos na primeira aula são departamentos concretos e ao mesmo tempo membros dos comitês. Coloque o cérebro para funcionar e, na dinâmica neuronal, na tempestade elétrica que codifica o mundo, surgirá, a cada instante de maneira nova, o comitê que faz surgir a inteligência, o pensamento, a emoção, a vontade e, no final, a consciência.

Podemos, desse modo, afirmar: pensar é praticar química cerebral, isto é, produzir os neurotransmissores e os mensageiros. Como dizia Sir John Ecles, premio Nobel- -As proezas da mente sobre a matéria realizada pelo cérebro é um caso real de TELECINESIA.

Na nossa conversa já falamos do hardware, do software resta-nos comentar o modem e seu análogo com a linguagem. Nascemos com um modem dentro do cérebro. Todos os animais se comunicam, todavia o nosso sistema é o mais sofisticado: linguagem escrita, falada, arte e ciência.

O modo como os vemos na tela da mente está comprometido com a história do ser humano e com o modo como enfrentamos o meio e a linguagem.

A mente, além da tela amigável, é um processo de codificação temporal e de recrutamento de comitês que se dá no cérebro de cada um de nós e que depende de nossa história, de nossos ancestrais, cultura, experiências desde a fecundação do óvulo.

Baseados na afirmação de Grisa: só se expressa no exterior o que já é no interior. Torna-se evidente que o Sistema de Parapsicologia Independente está estribado em postulados fisiológicos, neurológicos, biológicos e lingüísticos do século XXI.

Aprendendo a nos conhecer como afirmava Sócrates estaremos aptos a exercer com competência nossa profissão. Teremos sabedoria para responder à desafiante pergunta, quem somos?

No convívio diário com outros seres humanos, nos compreendendo, enchendo nossas mentes do amor ágape, nós alcançaremos a felicidade plena, o maior objetivo do Parapsicólogo. Meta instigante, mas um desafio realizável. Poderemos finalmente dizer, eu sou.

Texto elaborado pelo Prof. Dr. Ari Guilherme Ferreira.

BIBLIOGRAFIA

Del Nero, Schutzer Henrique- O sítio da mente. Collegium Cognitio 2002

Deepak , Chopra . A cura quântica. Editora Best Seller. 1989.

Machado, Angelo. Neuroanatomia Funcional Editora Atheneu 1987.

Ramachandran, V.S. e Blakeslee,Sandra. Fantasmas no cérebro Editora Record 2002.

Greespan, Stanley. A Evolução da mente. Editora Record 1999.

Goleman, Daniel. Inteligência emocional. Editora Objetiva. 1995.

Última atualização (Qua, 14 de Outubro de 2009 09:57)

4 opiniões sobre “Estudando o Cérebro – Compreendendo a Mente”

  1. Ola
    Gostei do artigo publicado.
    E do painel de aniversariantes tambem.
    Informo que há um equivoco. a TRereza Dalboni aniversaria dia 12 de outubro e NAO de janeiro.
    Otima iniciativa essa de parabenizar.
    O meu aniversario sera dia 26 de fevereiro!!

    Congratulações a todos

  2. Tenho todos os seus cd mas, eu gostaria de um cd para relaxamento e para dormir bem ou fazendo um boa progamação de um noite de sono.

    Obrigado
    Cida

    1. Olá Cida, Muito obrigado pelo seu contato. Você pode acessar http://www.lipappi.com.br e escolher o CD de acordo com sua necessidade. Qualquer dúvida acesse o Fale Consoco que voltamos a entrar em contato. Atenciosamente, IPAPPI RJ

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